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sábado, 18 de novembro de 2017

Tomada de decisão

14:27:00
Fazer a escolha certa em diversos segmentos de nossas vidas é um tanto desafiador. Envolve uma análise detalhada da situação,  dos atores envolvidos e a ocorrência de fatores inesperados. Chega a se tornar uma dor, um outro problema a ser resolvido. Sendo que às vezes, é necessário abrir mão de algum projeto/objetivo para que o outro tenha desenvolvimento.
O futuro de uma empresa e até o nosso futuro, depende das escolhas que são feitas hoje. Por isso elas devem ser muito bem analisadas antes de tomarmos a decisão.


A tomada de decisão vem sendo utilizado como uma das principais ferramentas para a solução de grandes problemas que afligem as organizações.

Na administração, Chiavenato (2014), afirma que um dos principais papéis de um gestor é a tomada de decisão. Cabe a ele dar a palavra final da execução de uma tarefa. Ficando sobre ele, muitas das vezes, a responsabilidade se algo der errado.
O processo decisório, segundo Maximiano (2009), é uma tarefa passível de erros, pois além das análises baseadas em critérios científicos, o processo é afetado pela percepção e características pessoais e emocionais do tomador de decisão.

Para minimizar estes erros, devem ser seguidas as seguintes etapas:
  1. Identificar um problema existente;
  2. Enumerar alternativas possíveis para a solução do problema;
  3. Desenvolver Alternativas;
  4. Selecionar a mais benéfica das alternativas;
  5. Implementar a alternativa escolhida;
  6. Reunir feedback para descobrir se a alternativa implementada está solucionando o problema identificado.

Outras ferramentas que auxiliam no processo de tomada de decisão para solução de problemas em empresas e em desenvolvimento de projetos:
Diagrama de Ishikawa, conhecido como espinha de peixe. Auxilia na organização e identificação do problema, tendendo para um brainstorm (tempestade de ideias), para que toda a equipe do projeto possa diagnosticar a causa do problema e chegar à solução. (MAXIMIANO, 2009).
Design Thinking e o HCD (Human Centered Design - Design Centrado no Ser humano), ambas ferramentas utilizam uma abordagem que busca a solução de problemas de forma colaborativa, onde ocorre a imersão do caso, identificando o problema e criando uma solução através de um brainstorm, (o HCD busca solucionar os problemas de acordo com as reais necessidades das pessoas) depois passa pela prototipação e teste antes da implementação. (ENDEAVOR, 2017 e IDEO 2009).

Desde a segunda Guerra Mundial, este processo tem evoluído muito, inclusive é responsável pela criação de diversos modelos matemáticos que auxiliam principalmente na computação, engenharia, agricultura e na logística.
Um exemplo é a pesquisa operacional, um modelo de programação linear que ajuda principalmente a encontrar alternativas para a redução de custos, maximização de lucros e roteirização de transporte.
Outra ferramenta muito útil na logística, é o PERT/CPM (Program Evaluation and Review Technique - Técnica de Avaliação e Revisão/CPM Critical Path Method - Método do Caminho Crítico), que simula cenários mostrando o prazo probabilístico e o determinístico, respectivamente, para a elaboração de uma tarefa e simulando o melhor caminho a seguir (CODAS, 1987).

Agora chegando a um ponto mais delicado:  Decisões pessoais.

Existem pessoas que têm muita dificuldade em fazer certas escolhas sozinhas, como: escolher​ a roupa para se vestir; lugar para jantar; a sobremesa, um filme para assistir, profissão e relacionamento. Realmente é difícil escolher, os librianos que o digam!
Em meio a muitas incertezas, temos que olhar para nós mesmos e numa profunda autoavaliação, optar pelo que mais irá nos favorecer e, por questões éticas, escolher algo que não prejudique outras pessoas. Temos que ter uma visão mais crítica, para que possamos analisar melhor aquela opção que nos trará maior qualidade, conforto e bem estar.
Este processo de escolha está fortemente ligado ao nosso estado emocional. Por isso, é sempre bom questionarmos a nós mesmos para checarmos se a escolha é a correta. Em situações de carência, medo, fome e até quando perdemos alguma coisa (sentimento de perda), podemos tomar decisões não pensadas que depois poderemos nos arrepender.

No Processo de Coaching, existe uma ferramenta que auxilia este processo de tomada de decisão. Onde coloca-se lado a lado os prós e os contras. Esta ferramenta muito útil chama-se Perdas e Ganhos (IAPERFORMA, 2016). Nela trabalha-se respondendo a algumas perguntas:

- O que vou ganhar se eu conquistar este objetivo?

- O que vou ganhar se eu não conquistar o objetivo?

Lembrando que, em determinados casos, temos que abrir mão de algumas coisas, deve-se também responder quanto às perdas:

- O que vou perder se eu  conquistar o objetivo?

- O que vou perder se eu não conquistar o objetivo?

E ainda, com uma vasta opção de ferramentas de tomadas de decisão e modelos matemáticos, mesmo sabendo que possuímos o livre arbítrio para nossas escolhas e que somos responsáveis por elas, há algumas situações em nossas vidas que não sabemos o que fazer, escolher ou que direção tomar. Cabe buscar uma resposta Divina, opinião de familiares, amigos, alguém de sua confiança ou Coaches para que possam te orientar neste processo de tomada de decisão.
Thais Taba

REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 9. ed. Barueri: Manole Ltda, 2014. 621 p.

CODAS, Manuel M. Benitez. Gerência de projetos: uma reflexão histórica. Revista de Administração de Empresas, v. 27, n. 1, p. 33-37, 1987

DESIGN, IDEO HCD-Human Centered. Kit de ferramentas. EUA: Ideo, 2009.

ENDEAVOR. Design Thinking: ferramenta de inovação para empreendedores. https://endeavor.org.br/design-thinking-inovacao/. Nov. 2017.

Iaperforma. Formação Professional & Leader Coach. 2016

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração. Ed. Compacta. São
Paulo: Atlas, 2009. 294p

Fonte da imagem: Pixabay

sábado, 9 de setembro de 2017

Sobre o Mind Map

08:00:00


Um de meus coachees queixou-se das dificuldades para comprometer-se com uma nova situação que lhe era apresentada em sua vida pessoal, questão essa que estava relacionada à sua saúde e precisava imediatamente ser atendida, reclamava que seus pensamentos eram desorganizados e por isso não conseguia conter alguns comportamentos que o limitavam e tornavam seus objetivos distantes não encontrando soluções. Buscou o processo de coaching como uma forma de autoconhecimento para solucionar esta demanda específica.

Trabalhamos por algumas sessões com uma definição de objetivo claro e a avaliação de suas crenças e valores e por fim tivemos a oportunidade de construir uma ferramenta maravilhosa e simples que pôde ajudá-lo na tarefa de organizar suas ideias: O mapa mental (mind map) também conhecido como mapa conceitual.

Segundo Catalão e Penim (2012, p.173) “Um mapa mental é um diagrama usado para interligar palavras, ideias e sub temas a uma questão/tema central, representando assim conexões entre vários pontos de informação”. A execução do mapa mental é relativamente simples, elegemos um tema central sobre o qual se deseja trabalhar, a partir desse tema buscamos as possibilidades e variáveis decorrentes da ideia central criando vários níveis e ramificações.

O mapa pode ser personalizado para atender as particularidades de cada pessoa: pode ser realizados em ciclos, ramificações, de forma horizontais ou verticais, pode conter imagens, figuras de orientação, palavras chaves, breves definições, ser elaborado em cartolina, cadernos, agendas ou mesmo de forma digital, atualmente existem diversos aplicativos e sites para o desenvolvimento do mapa mental, pode ser elaborado de forma individual ou construído em coletividade, abordar questões pessoais e profissionais, sem restrições. A partir do mapa mental também é possível buscar alternativas, expandir horizontes de ideias e decisões a serem considerados com relação à temática central.

O mapa mental é uma ferramenta útil e criativa para diversas situações como ordenação de ações, brainstormings, estruturação de projetos, resolução de problemas, processos de ensino e aprendizagem, memorização entre outras, favorece a compreensão dos aspectos relevantes ao tema central, indica percepções acerca da temática e funcionam como um follow up para os processos de coaching de uma forma geral, visto que é possível inserir em sua estrutura tarefas a serem realizadas ou questões e pontos para reflexões. Da próxima vez que precisar tomar uma decisão ou estudar para uma apresentação que tal construir seu próprio mapa menta?!



Referência

CATALÃO, João Alberto ; PENIM, Ana Teresa. Ferramentas de coaching. 6ª ed., Lisboa: Lidel, 2012.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Diamante Bruto

19:47:00
Gravidez na adolescência, este é um tema tão debatido em suas vertentes, porém incansável!!!
Me deparo com notícias que me estremecem! Atualmente no ranking mundial, quando o assunto é casamento infantil, o Brasil está em 4º lugar, lembrando que aos 12 anos a criança passa a ser adolescente. Esta prática é mais presente no norte e nordeste do país. 
O número de adolescentes (12 a 19 anos) grávidas nestas regiões também são maiores quando comparadas ao restante do país. E quando investigado podemos reduzir este grupo em adolescentes de maior vulnerabilidade social. 
Muitas vezes me pego pensando em como ajudar a resolver tal realidade. Seria uma possibilidade apontar um caminho de sonhos e ferramentas para realizar tal sonho, afinal muitos não tem sonho e mal pensam no futuro! Alguns destes adolescentes têm a gravidez como uma forma de sair de casa e solução dos desafios enfrentados diariamente. 
Será que um plano de ação, bem embasado na questão de um controle de gravidez na adolescência e princípios de coaching que vem somar na potencialização deste plano, poderia dar um rumo diferente para estes adolescentes?

O coaching é arte e ciência, unificados para atingir o estado ou meta desejada. E a beleza neste conjunto de ações é a sua regência! Quando empoderamos o próximo de capacidade e determinação, ele simplesmente se torna indestrutível! Seria como lapidar um Diamante Bruto.
Porém profissionais capacitados na saúde e também sendo um profissional coach, não é muito comum nesta área do saber. E quando se trata de regiões do norte e nordeste do Brasil este número reduz ainda mais.
Ainda acredito no potencial destes adolescente, afinal são o futuro do nosso país. O que vem acontecendo é o encontro de várias gerações que tem muita informação, nem sempre sendo de qualidade e muitas vezes não sabendo o que fazer com elas.
Acredito muito em um diamante bruto, esperando para ser lapidado pelo coaching e virar uma linda e brilhante jóia brasileira. 

Adriana Candido

Referências:
Leader coach - Coaching como filosofia de liderança.
Autor: José Roberto Marques. São Paulo: Editora Ser Mais, 2012

http://www.sulbahianews.com.br/gravidez-na-adolescencia-conheca-as-principais-causas

http://www.vozdabahia.com.br/index/blog/id69299/nordeste_tem_maior_indice_de_gravidez_na_adolescencia



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Coaching para crianças! Pode?!

08:00:00


Os questionamentos sobre o coaching são muitos e diversos, de fato o processo consegue abarcar uma grande diversidade de situações em momentos distintos da vida dos indivíduos. Assim uma questão importante começa a ser formulada, existe uma idade correta para iniciar um processo de coaching? Coaching para crianças, pode?    

Segundo Krausz (2007) apud Lange e Karawejczyk (2014, p. 41) “coaching é um processo de desenvolvimento pessoal e profissional, [...] que auxilia uma pessoa ou um grupo de pessoas a atingirem seus objetivos por meio da identificação, do entendimento e do aprimoramento de suas competências”. O coaching é um processo que visa, entre outros, o desenvolvimento do indivíduo em termos de autochecimento, aprendizagem e construção de sentidos. A caracterização e a proposta do processo em si não assinala restrições quanto à idade para aplicação do coaching, assim crianças também podem ser beneficiadas. 

 De acordo com a psicologia positiva (ciência que estuda os fundamentos da felicidade e bem- estar sob a ótica psicológica) o coaching pode produzir significativa melhora em diversas variáveis durante o processo de maturação da criança, entre eles é possível destacar o aperfeiçoamento da inteligência interpessoal, comportamento frente à aprendizagem, aumento da satisfação vital e laboral da criança, o que resulta em um melhor desenvolvimento nos resultados acadêmicos e competência social da mesma (LIMA ; MACEDO, 2016).

 Ao se tratar de crianças, evidentemente alguns cuidados devem ser considerados, que se diferenciam do processo realizado com um adulto. Primeiramente há que se considerar uma idade e momento apropriados de maturidade no desenvolvimento geral da criança para sua inserção no processo. Para esta caracterização de maturação da criança a teoria Piagetiana sobre o desenvolvimento cognitivo pode ser utilizada como norteador, segundo Piaget a criança ao longo da vida enfrenta 4 fases principais em seu desenvolvimento que denomina de estágios sensório motor, pré operatório, operatório concreto e operatório formal.

Estagio sensório-Motor: É o período que antecede a linguagem, do nascimento a aproximadamente 1,5 - 2 anos, nesta fase não existem operações propriamente ditas, nem lógica, é um período de “inteligência prática”. (PADUA, 2009).

Estágio pré operatório: Fase do desenvolvimento que ocorre de 2 a 6 anos, início do pensamento com linguagem, com jogos simbólicos, imitação diferenciada, imagem mental e as outras formas de função simbólica. Nesta fase a criança entra no mundo dos valores, das regras, das virtudes e das noções de certo e errado, o que costuma ocorrer por volta do 4 anos (PADUA, 2009).

Estagio das operações concretas: Período de maturação que se inicia por volta de 7 ou 8 anos e se estende até os 11 anos. Nesta fase há os primórdios de uma lógica propriamente dita, a entrada nesta fase implica em um momento decisivo na construção de instrumentos do conhecimento, a criança age com inteligência operacional de bases concretas, há uma nova concepção de espaço e tempo (PADUA, 2009).

Estágio operatório formal: Inicia-se por volta de 11 a 12 anos quando a criança obtém o mundo das operações formais, podendo realizar operações sobre hipóteses e não somente concretas e objetais, o raciocínio hipotético-dedutivo torna-se possível (PADUA, 2009).

      Assim uma iniciação ao coaching pode ser feita a partir de 6 anos, quando a criança possui o aspecto de linguagem regularizado e é dotado de formas de percepção inseridas na concretização, nesta fase também há um crescimento nas atividades sociais da criança (inserção escolar) o que facilita o rapport. É possível utilizar algumas técnicas, principalmente de programação neuro linguística anterior a esta idade, mas o processo efetivo de coaching exige um canal de comunicação com o individuo ao qual se destina. Para as crianças é possível obter através do coaching, a partir desta idade, alguns alicerces emocionais e um reconhecimento e compreensão de experiências internas.   

    Quando o processo é realizado com crianças é necessário considerar ainda questões legais, sendo a primeira etapa a autorização do pais/responsáveis legais e uma entrevista com estes, para verificação prévia da personalidade e comportamentos da criança que podem ser aperfeiçoados com o processo. O processo deve ocorrer de maneira lúdica, contendo brincadeiras, jogos e diálogos na linguagem da criança, é possível incorporar vivências de grupo e expressões de diversas formas como massa de modelar, pintura, desenhos entre outros, assim é possível acessar e desenvolver aspectos de criatividade da criança. O profissional que conduz este processo deve ser preparado para compreender e intervir na dinâmica de funcionamento da criança, bem como nas questões relacionadas ao seu desenvolvimento.

Referências
LANGE, Amanda; KARAWEJCZYK, Tamara. Coaching no processo de desenvolvimento individual e organizacional.Diálogo, Canoas, n. 25, p. 39-56, abr. 2014.

LIMA, Roberta Valéria Guedes de; MACEDO, Murillo de Melo. Coaching para crianças: breve relato de uma experiência de aprendizagem personalizada. Revista Filosofia Capital. Edição especial; Vol. 11, (2016) p. 37-47 – Brasilia – Distrito Federal.


PÁDUA, Gelson Luiz Daldegan de . A epistemologia genética de Jean Piaget.  Revista FACEVV, Número 2; p. 22-35; - 1º Semestre de 2009.



Uma equipe excelente

01:29:00
Uma equipe ideal é aquela em que todos são capazes de fazer a mesma coisa, em caso de um faltar o outro substituir, certo?! Não. Não é bem assim.

Tenho observado que uma equipe otimizada é aquela em que cada um tem o seu papel. E que cada um cumpre suas obrigações​ com muita responsabilidade. Isso vale para diversos tipos de grupos, como: família, trabalho e estudos.

Por exemplo: Em um curso da faculdade, a maioria dos alunos se dedicam ao trabalho solicitado pelo professor, mas sempre tem aquele aluno que não consegue​ fazer muita coisa no trabalho, mas aí no dia da apresentação dá aquele show e o grupo todo tira 10. Será que a contribuição daquele não foi tão importante? Se outra pessoa tivesse apresentado, teria sido melhor? Atualmente vivemos em um período em que também é preciso saber vender. Vender suas ideias e não somente demonstrar conhecimento. Dar valor a cada e qualquer contribuição.

E é assim, as necessidades são diferentes e exigem pessoas diferentes, tem aquelas que têm um perfil mais analista, outro mais comunicativo, outro mais dominante e ainda um mais complacente, cada um exercendo o seu papel na vida, precisando um do outro.

Se você quer ter sucesso em uma equipe de uma empresa ou nos estudos, também deve ser dessa forma. A equipe deve ser composta por pessoas de mesmos ideais, porém com talentos, habilidades e personalidades diferentes. Como num time de futebol, o goleiro não pode sair do seu lugar para cobrir o atacante, e por aí vai. É preciso ter um time completo, cada um em sua função.



Em alguns casos, não é possível mudar de equipe, nessas situações, é preciso compreender as habilidades das pessoas, saber se colocar no lugar delas para poder entender seus comportamentos, rever seus julgamentos perante elas, compreender suas atitudes e mudar a forma de lidar com essas pessoas.

Há casos em que precisamos nos conhecer a nós mesmos, saber por que tomamos certas atitudes e decisões antes de tentar entender o próximo. Assim tudo fica mais fácil, leve e compreensível.

Thais Taba

quarta-feira, 1 de março de 2017

Coaching & Autorrealização: Por uma perspectiva de Maslow

08:00:00

Com o coaching é possível alavancar e acelerar resultados em todas as dimensões da vida do cliente, segundo Pliopas (2014, p. 23) “Coaching é um processo de desenvolvimento individuali­zado, feito sob medida para uma pessoa específica”, é necessário para tanto acessar e desenvolver os recursos internos dos quais o cliente deve se utilizar para a concretização do processo. Para Clutterbuck (2008) apud Campos e Pinto (2012, p.17) “o coach atua como um estimulador externo que desperta o potencial interno de outras pessoas [...]. Assim o papel do coach é provocar, despertar e conduzir o seu coachee a promover as mudanças necessárias, para que este atinja resultados e metas desejadas”.  

Muitas pessoas buscam o coaching para tornarem-se mais autorrealizadas de forma geral ou em áreas específicas da vida, evidentemente este nem sempre é o objeto fim do processo, entretanto, quando há sucesso naturalmente o coachee sente-se mais autorrealizado. Para discorrer sobre o conceito de autorrealização, é necessário citar Abraham Maslow, psicólogo humanista norte-americano, conhecido pela Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas (Pirâmide de Maslow). 

A autorrealização é um conceito central para Maslow, segundo o psicólogo, implica no desenvolvimento máximo dos potenciais de cada ser humano. Todos nascem com potencial (o mesmo para indivíduos saudáveis, com funcionamento físico e mental adequados), este potencial deve ser desenvolvido durante a vida de modo a ser “realizado”, ou seja, despertado, deixando assim de ser potencial para tornar-se um recurso criativo. Este recurso deverá se tornar disponível para uso (PARIZI, 2005). 

Além do conceito de autorrealização, Maslow em sua teoria sobre as necessidades evidencia que a satisfação do ser humano é composta de cinco níveis, expostos em sua famosa pirâmide, onde a base é composta pelas necessidades fisiológicas (fome, sede, abrigo, sexo entre outras), seguidas pelas necessidades de segurança (proteção contra dados físicos e emocionais), necessidades sociais (aceitação, afeição, amizade e pertença), e por fim, no topo da pirâmide as necessidades de estima (respeito próprio, autonomia, status, reconhecimento) e auto-realização (tornar-se aquilo que é capaz de ser, autodesenvolvimento e utilização de potencial). (FERREIRA; DEMUTTI; GIMENEZ, 2010). Para Maslow o ser humano nasce para tornar-se autorrealizado, este é o ápice da pirâmide, evidentemente, não é estático, desta forma o indivíduo vive em ciclos buscando atender todos os níveis para estar realizado, tendo períodos de altos e baixas, com sucessos e fracassos, mas com desenvolvimento e aprendizado constantes.  

 O coaching auxilia no processo de autorrealização à medida que proporciona autoconhecimento e determinados enfrentamentos que exigem do cliente que utilize seus recursos internos e seja capaz de agir sobre o ambiente de forma criativa e flexível e ao mesmo tempo com constância e foco, gerando uma aprendizagem continua e integral, no coaching é possível verificar valores, crenças, pensamentos, comportamentos que impulsionam ou retardam o coachee de forma a criar pontos de oportunidades com moral e bem estar, assim, para aqueles que almejam a autorrealização, que tal buscar um coach?!


Referências

CAMPOS, Teodoro Malta; PINTO, Heloisa Maria Nunes. Coaching nas organizações: Uma revisão bibliográfica. REUNA, Belo Horizonte - MG, Brasil, v.17, n.2, p. 15-26, Abr. - Jun. 2012.

FERREIRA, Andre; DEMUTTI, Carolina Medeiros; GIMENEZ, Paulo Eduardo Oliveira. A Teoria das Necessidades de Maslow: A Influência do Nível Educacional Sobre a sua Percepção no Ambiente de Trabalho. XIII SemeAd – Seminários em Administração, setembro de 2010.

PARIZI, Vicente Galvão. Psicologia transpessoal: algumas notas sobre sua história, crítica e perspectivas. Psic. Rev. São Paulo, n. 14(1): 109-128, maio 2005.

PLIOPAS, Ana Luisa Vieira. Coaching: modo de usar.  GVEXECUTIVO -V 13 - N 2; JUL/DEZ 2014.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Suas emoções o impulsionam ou o limitam?

16:06:00
Gestão das emoções é um tema recorrente no contexto organizacional e também social e pode determinar o sucesso ou insucesso. 
sorriso no rosto
Fonte
A gestão ineficaz das emoções pode tornar você um escravo do medo, uma pessoa que tem picos de raiva, que não controla sua própria língua que fere as pessoas com palavras ásperas e que às vezes podem ser com navalhas que cortam o coração das pessoas e deixam severas cicatrizes, seja em nível pessoal e/ou profissional.

Se sua gestão emocional for deficitária, provavelmente você terá muito mais momentos no nível de desmotivação do que de motivação, esse sentimento leva você para prostração, inércia e pode, literalmente, apodrecer o seu “eu” como água parada.

Uma das principais reclamações, no que tange as emoções atualmente, são os sentimentos de ansiedade, depressão e a insatisfação.

A gestão eficaz por sua vez, possibilita substituir os vilões da ansiedade e depressão para o sentimento de estar presente e centrado, promovendo o sentimento de satisfação e contentamento. O gestor eficaz das emoções investe em autoconhecimento, o que é fundamental para que você possa controlar as emoções em vez de ser controlada por elas.

Autoconhecimento é o caminho certo para você encontrar as suas motivações internas, compreender os mecanismos pessoais e individuais que norteiam o seu humor, sua capacidade de decidir suas emoções e consequentemente o seu destino.

A vida é feita de escolhas, ou você escolhe ser o gestor das suas emoções ou entrega o controle para terceiros. Frases do tipo: “Você me tira do sério”, “ Você está querendo me irritar”, “Estou tão desmotivado” entre outras, sinaliza que está na hora de você investir em você.

Lembre-se: um Coach profissional pode ajudar você! Buscar ajuda é ser sábio, arrumar desculpas para suas crises emocionais, não. A decisão é sempre sua e as consequências também.



Pense: como está sua gestão emocional? E o que você pode fazer após a leitura desse artigo para potencializá-la?

domingo, 19 de fevereiro de 2017

IKIGAI - A razão de ser

12:36:00

Tenho observado que ultimamente muitas pessoas próximas a mim têm ido em busca de seus sonhos, mudando de carreira ou buscando algo que os satisfaçam e tenha algum sentido em suas vidas.

Também tenho visto jovens se formando e buscando um emprego e outros, saindo do Ensino Médio em dúvida de qual curso seguir. Em tempos de crise é difícil dizer: “ vá atrás de seus sonhos!” Normalmente o primeiro emprego que aparece é aceito e de bom grado. Sobre o curso a escolher, os mais buscados são aqueles da lista de "tendências", ou "os profissionais mais bem pagos".
Mas depois, ocorre que, o que foi "escolhido" não era aquilo que exatamente foi desejado. E assim, as pessoas mudam de carreira para ir atrás de seus sonhos. E se as pessoas soubessem que poderiam encurtar este caminho?

No Japão, existe uma palavra chamada IKIGAI - 生きがい -  segundo Sebastian Marshall, em seu livro Ikigai (2011),"o significado mais próximo de Ikigai é *raison d'être* em francês - o que se vive para, o que faz com que sua vida valha a pena ser vivida, por que você inspira e expira cada respiração."
Héctor García diz em seu livro Ikigai: Los secretos del Japón para una vida larga y feliz (2016),  que "de acordo com os japoneses, todo mundo tem um ikigai, uma razão de existir. Alguns descobriram e estão conscientes de sua ikigai, outros o levam para dentro, mas eles ainda estão procurando. Este é um dos segredos para uma longa e feliz jovem como líder de vida de Okinawa, a ilha mais longeva do mundo."

García foi até Okinawa e, encontrou a chave para esta longevidade, observando o comportamento de japoneses centenários que possuem uma existência otimista e vital, descobrindo como eles comem, como se movem, como eles trabalham, como se relacionam com os outros e como eles encontram o ikigai que dá sentido à sua existência e os impulsiona a viver cem anos em sua melhor forma.

Em um estudo realizado entre 1994 e 2001, elaborado por Toshimasa Sone e publicado em 2008, Ikigai pode ser entendido como: a vida digna de ser vivida; a vida que vale a pena viver; um propósito na vida; a razão de se viver; um passatempo que faz minha vida valer a pena; alegria, em sentido de bem-estar do ser humano; perceber o valor de estar vivo. Neste estudo realizado com 43.391 pessoas foi aplicado um questionário onde 59% afirmaram ter encontrado seu Ikigai, 36,4% não tinham certeza e 4,6% responderam não ter encontrado seu Ikigai. Aqueles que disseram ter encontrado seu ikigai, tiveram maiores probabilidades de longevidade, e os que disseram não ter encontrado um sentido da vida, foram associados a um maior risco de mortalidade, por possuírem maior nível de estresse, limitações físicas, mais dores corporais e maiores problemas cardiovasculares.
Portanto não demore a encontrar seu Ikigai! Veja aqui explicações e um diagrama adaptado de García (2016), que vai te ajudar a encontrá-lo:  
Segundo García, o Ikigai é formado pela união da Missão, Vocação, Profissão e Paixão.  Para encontrá-lo, é preciso analisar a si mesmo profundamente, descobrir o que realmente ama fazer, em que você é bom, o que o mundo precisa e o que te pagariam para fazer. Juntando os quatro princípios do Ikigai, você encontrará sua razão de viver.

Missão é aquilo que você ama junto com aquilo que o mundo precisa;


Vocação é aquilo que o mundo precisa junto com aquilo que você é pago para fazer;

Profissão é aquilo que você é pago para fazer junto com aquilo que você é bom em fazer;

Paixão é aquilo que você é bom em fazer junto com aquilo que você ama.


Diagrama de IKIGAI
Fonte: Adaptado de Ikigai, (GARCÍA, 2016).

Agora já imaginou trabalhar com o que você ama e sabe fazer? Ser remunerado por isso e ainda suprir parte da necessidade do mundo? Não é para menos que é maior a probabilidade de longevidade, pois  tudo é muito satisfatório, faz bem para o corpo, a mente e a alma. Procure um profissional de Coaching para te auxiliar neste processo. Encontre seu Ikigai!




Referências

GARCÍA, Héctor. Ikigai: Los secretos de Japón para una vida larga y feliz (Edição em Espanhol). Urano, 2016. 192 p.

MARSHALL, Sebastian. Ikigai (English Edition). The One Week Book, 2011. 303 p.

SONE, Toshimasa et al. Sense of life worth living (ikigai) and mortality in Japan: Ohsaki Study. Psychosomatic Medicine, v. 70, n. 6, p. 709-715, 2008. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/5255643>. Acesso em: 18 de fev. de 2017.



Thais Taba

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

SILC - Artigos Publicados

15:14:00
Olá!

A postagem tão sonhada de todos acaba de ficar ao ar! Afinal, se você participou do SILC, quer logo ver todos os artigos e poder dizer "olhem só, meu artigo está no GEPLICO!" Viva! Recebemos muitos artigos e ficamos surpresos com a quantidade de inscritos em nossa 1ª Edição do Simpósio de Liderança e Coaching (SILC), promovido pela Fatec Mogi das Cruzes e o GEPLICO.

GEPLICO

Gostaríamos de parabenizar todos os envolvidos nesse grande evento e também os que submeteram seus artigos para análise, foram aceitos e agora, parabéns, aqui está o artigo publicado!

Para visualizar o arquivo completo, gentileza clicar aqui.

Qualquer dúvida, elogio ou crítica você pode comentar aqui embaixo!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Coaching & Gestão de Recursos Humanos

17:03:00


O coaching como processo de desenvolvimento humano contribui significativamente para melhoria do indivíduo em si e mediante sua inserção no mercado de trabalho, segundo Melo et al (2012, p. 05) “o coaching oferece um meio para se chegar a um fim, um processo de aprendizagem acelerada, desenvolvimento e autodesenvolvimento”. É um processo que visa acessar e utilizar os recursos de cada pessoa em prol de suas realizações, sejam elas pessoais e/ou profissionais, por esta característica é possível atrelar sua aplicação aos processos de recursos humanos das organizações em geral, segundo Azevedo (2013, p.07) “[...] competitividade do mercado e o novo perfil de consumidor levaram as organizações a voltarem sua atenção cada vez mais para a qualidade de seus serviços, a qualificação de seus colaboradores e o desenvolvimento pessoal e profissional dos mesmos”.

O trabalho da área de gestão de recursos humanos consiste em prover, manter e principalmente desenvolver um capital humano adequado para a organização, que possa operacionalizar e dar continuidade as atividades da mesma, atendendo as necessidades do mercado a que se propõe e enfrentando o dinamismo e concorrências deste mercado.

A gestão de recursos humanos é tida como grande responsável pelo sucesso ou insucesso da empresa, cabe a esta área selecionar e inserir na organização o capital intelectual e força de trabalho necessários ás atividades, é também de responsabilidade desta área o desenvolvimento dos empregados tanto de forma ativa, através do monitoramento e implantação de projetos para melhorias dos métodos aplicados: avaliação de desempenho, treinamentos, projetos de desenvolvimento organizacional, dentre outros; como de forma passiva delegando responsabilidades principalmente quando se trata da observação e manutenção do clima organizacional e da qualidade de vida no trabalho (AZEVEDO, 2013).

O processo de coaching proporciona a seus clientes uma experiência inovadora e focada que promove quebra de paradigmas e adesão à novos comportamentos, assertivos e com maior propensão de concretização, pode ser utilizado de forma individual, ou em grupos (equipes), o que é mais comum em empresas já que a multiplicação desses conhecimentos é a chave para o sucesso.  

  A utilização de técnicas de coaching, como PNL, modelo CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes), matriz de mudança (estado atual e estado desejado), perguntas poderosas entre outros para os processos de recursos humanos de recrutamento e seleção, avaliação de desempenho, treinamentos, pesquisa de clima entre outros faz com que a empresa tenha um engajamento diferenciado e resultados produtivos nesses processos, o coaching também pode ser utilizado para demandas específicas ou para gerar comprometimento, atrair e reter talentos, melhorar a comunicação interna e externa da empresa, promover melhor qualidade de vida, saúde no trabalho, segurança, produtividade, reconhecimento entre outros fatores.

O coaching tem sido buscado pelas organizações com a finalidade de desenvolver e aprimorar o desempenho dos gestores e empregados, para que possam adquirir uma nova visão, sobre seus papéis na empresa como também fora dela (AZEVEDO, 2013). É preciso que a execução destas técnicas ou mesmo do processo completo de coaching a nível organizacional seja feita de forma cuidadosa para que seu objetivo se alcançado sem prejudicar a moral do processo.


Referências

AZEVEDO, Adriana Santos. Psicologia e coaching como agentes de mudanças no ambiente organizacional. V Congreso Internacional de Investigación y Práctica Profesional en Psicología XX Jornadas de Investigación Noveno Encuentro de Investigadores en Psicología del Mercosur. Facultad de Psicología - Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, 2013.


MELO, Fernanda Augusta de Oliveira; FERNANDES, Beatriz Moysés; LIMA, Hyder Marcelo Araújo ; REIS, Patricia Nunes Costa. Utilização de ferramentas de coaching no processo de recrutamento e seleção interno. IX SEGET – Simpósio de excelência em gestão e tecnologia; UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda, Rio de Janeiro, 2012.

Sobre nós

O GEPLICO propõe caracterizar a liderança e o Coaching, ao pesquisar e descrever o processo de liderança e de Coaching, bem como aferir os seus resultados. Desta maneira busca sistematizar e divulgar o processo de liderança e Coaching e seus impactos sociais e organizacionais, por meio deste blog socializa conhecimento com uma linguagem simples e acessível para contexto virtual de modo contemporâneo, bem como produz pesquisas e materiais científicos que subsidiem as teorias, técnicas, práticas, metodologias relacionadas a Liderança, Coaching e a Liderança Coaching.